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MÚSICA

Apesar das inúmeras possibilidades tecnológicas, a música brasileira atravessa um período de descrença que não combina com seu passado nada distante. Além da trajetória e dos trabalhos gravados em 2014 que pautaram a decisão na escolha dos cinco indicados, o júri fez questão de não se render à evidencia bastante discutível da música nacional que o Brasil tem sido quase obrigado a ouvir ultimamente. Pelo contrário, fizemos questão de contemplar também a invenção e a força criativa desses cinco cantores, músicos ou compositores que dignificam a música popular do país.

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André Mehmari

CD Ouro sobre o Azul

Em Ouro sobre o Azul, o músico André Mehmari faz uma homenagem a Ernesto Nazareth (1863-1932), pianista e compositor, autor de inúmeros clássicos da música popular brasileira. Em suas releituras, Mehmari renova extraordinariamente a interpretação instrumental da obra do compositor carioca, fazendo-a dialogar, de maneira toda pessoal, com o repertório da música europeia de concerto. Mehmari é pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista. Autor de composições para a OSESP e Quinteto-Villa Lobos, já atuou em diversos festivais brasileiros como Chivas, Heineken e Tim Festival.

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Arrigo Barnabé

CD De nada mais a algo além

Conhecido por integrar o conhecido movimento musical Vanguarda Paulista, Arrigo Barnabé lançou em 2014 o CD De nada mais a algo além, primeira parceria com Luiz Tatit, que resultou em um repertório inédito, apresentado em diversos shows por todo o Estado. Arrigo Barnabé marcou época e estourou em 1980 com o disco Clara Crocodilo, considerado a maior novidade da música brasileira desde a Tropicália. Suas composições misturam elementos da música erudita e letras sobre a vida na grande cidade. A música de Barnabé e sua banda Sabor de Veneno são muito ligadas a artistas como Itamar Assumpção e grupos como Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo.

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Juçara Marçal

Encarnado

Encarnado, primeiro trabalho solo de Juçara Marçal, lançado em 2014, é mais do que um apanhado de sua trajetória artística – é quase uma nova estreia. O disco tem todo o repertório marcado pelo tema da morte, porém indica uma busca por renovação, um desejo por “outro corpo”. Juçara já possui mais de 20 anos de carreira, iniciada com o grupo vocal Vésper, com quem lançou quatro discos. Já lançou também dois álbuns com o trio Metá Metá e mantém parceria com Kiko Dinucci, com quem desenvolve trabalho com as tradições afro-brasileiras.

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Maurício Pereira

Pra onde que eu tava indo

Depois de quatro anos sem gravar, Maurício Pereira apresentou seu novo trabalho, Pra onde que eu tava indo. Além de Pereira nos vocais e saxofone, Tonho Penhasco marca presença nos violões e nas guitarras, Pedro Montagnana nos teclados, Henrique Alves no baixo elétrico e Gabriel Basile na bateria e percussão. O show também contou com participação especial do pianista Daniel Szafran. Aos 55 anos, Maurício é pai de Tim Bernardes, do grupo de rock O Terno. Desde 2008, o paulistano se apresenta só com o piano e recriações do seu disco solo Mergulhar na surpresa.

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Monica Salmaso

Corpo de Baile

Com direção musical de Monica Salmaso e Teco Cardoso, Corpo de Baile foi gravado à moda antiga: com todos os músicos reunidos. O repertório conta com violão, viola caipira, piano, cordas, clarinetes, banda de sopros, baixo acústico e percussão. O disco conta também com participação do grupo Sujeito a Guincho e o Quarteto de Cordas Carlos Gomes. Monica gravou seu primeiro disco em 1995 e, em 2000, foi convidada especial de uma das noites do Heineken Concerts. Já se apresentou em Lisboa, Paris e Bruxelas com o trabalho Alma lírica brasileira.