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DANÇA

As cinco artistas da dança indicadas para o Prêmio Governador neste ano têm trajetórias singulares contribuindo, cada uma à sua maneira, com suas pesquisas, trabalhos de formação e/ou produções para a transformação e consolidação da área. Suas investigações fortalecem o pensamento e os espaços da dança contemporânea no nosso país.

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Célia Gouvêa

Décadas de Dança – Preservação e Compartilhamento do Acervo Gouvêa–Vaneau

Idealizado e coordenado por Célia Gouvêa, o projeto Décadas de Dança coloca à disposição do público a coleção de documentos que narram a trajetória premiada de Célia e Maurice Vaneau. O trabalho é constituído de pesquisa, catalogação, preservação e digitalização do acervo de documentos do casal. Célia foi formada, inicialmente, por Lina Penteado, Ruth Rachou e Renée Gumiel, ampliando seu conhecimento e pesquisa na Escola Mudra, fundada por Bèjart, abrindo novos horizontes no cenário da dança brasileira. Bailarina, coreógrafa e pesquisadora, criou obras encenadas no Brasil e outros países. Com Maurice Vaneau criou, em 1974, o grupo Teatro de Dança de São Paulo, ocupando o Teatro Galpão.

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Holly Cavrell

Suportar

Dirigido por Holly Cavrell, Suportar é resultado de jogos de improviso inspirados em ações opostas, como empurrar e puxar, por exemplo. Assim, o espetáculo tenta mostrar as entregas e esforços do relacionamento entre duas pessoas. A coreografia comemora os vinte anos de atuação de Holly como coreógrafa junto à Cia. Domínio Público. Nascida em Nova York, a bailarina, coreógrafa e professora dançou em companhias como Martha Graham Dance Company e Pal Sanasardo Company. Em 1989, veio ao Brasil para atuar no Departamento de Artes Corporais da Unicamp, onde ainda é professora. Em 1995 fundou a Cia. Domínio Público, em Campinas (SP), que já produziu mais de 20 espetáculos.

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Marilena Ansaldi

Callas: o mito

Com direção de José Possi Neto, Callas: o mito, do Studio 3, marca a volta aos palcos da bailarina, coreógrafa e produtora Marilena Ansaldi. Callas permitiu a Ansaldi mostrar novamente seu potencial artístico, aos 80 anos, encantando diferentes plateias com sua presença. Ela foi primeira-bailarina do Teatro Municipal de São Paulo entre as décadas de 50 e 70 e integrou a comissão que idealizou o espaço de Dança Galpão no Teatro Ruth Escobar. Seus trabalhos de dança–teatro marcaram época, a exemplo de Isso ou Aquilo (1975), com direção de IacovHillel; Escuta Zé!, com direção de Celso Nunes (1977); Desassossego, com direção de Márcio Aurélio (2005). Marilena também escreveu Atos: Um movimento na vida e no palco.

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Vera Sala

Estudo para lugar nenhum

Desenvolve percurso voltado para pesquisa contemporânea em dança desde 1987. O primeiro conjunto de suas obras está dentro do que a artista chama de teatralidade física. A partir de 2003 volta-se para a investigação e o entendimento das relações corpo-ambiente. Foi bolsista da renomada Fundação John Simon Guggenheim Memorial Foundation (2002/2003). Sua produção artística já recebeu inúmeros prêmios, como o da APCA em várias edições e o Mambembe (1998) entre outros. Sala é professora do curso de Comunicação das Artes do Corpo da PUC/SP desde sua fundação. Em 2014, no projeto Estudo para lugar nenhum, a artista explora temas como os “caminhos erráticos” e as “derivas”.

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Zélia Monteiro

Sob o meu, o nosso peso

Bailarina, coreógrafa e professora. Estudou dança clássica e foi assistente de Maria Melô. Trabalhou por oito anos com Klauss Vianna, de quem também foi assistente. Em 1993 recebeu a Bolsa Vitas de Artes para pesquisa coreográfica realizada em Paris. Trabalhou como Mme. Marie Madelaine Béziers (Coordenação Motora), Yvone Berge (improvisação para crianças), Daria Fäin (Mathias Alexander) e com Ivaldo Bertazzo, quando voltou ao Brasil. Entre prêmios destacam-se várias edições pela APCA e Prêmio Denilto Gomes/2014. Em uma mistura entre dança, música, vídeo e arquitetura, Zélia Monteiro ocupou as ruínas da antiga Escola das Meninas, na vila operária Maria Zélia com o espetáculo Sob o meu, o nosso peso em 2014.