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MEMÓRIA

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Criado nos anos 1950, o Prêmio Governador do Estado para a Cultura foi um dos mais prestigiados e concorridos da época – não só pelo reconhecimento que oferecia aos artistas, como também pela quantia em dinheiro que destinava aos vencedores. Inicialmente dedicado apenas ao Teatro, a premiação oferecia 500 mil cruzeiros em 1957, equivalentes atualmente a cerca de R$ 150 mil.

Um dos primeiros vencedores foi o ator e diretor Sérgio Cardoso (1925-1972) – que dá nome a um dos teatros mais importantes da capital paulista – ao lado de sua esposa Nydia Licia. Até hoje, a atriz recorda a elegância e notoriedade do Prêmio, cujas cerimônias eram realizadas em espaços privilegiados da Capital.

Ao longo de três décadas, o Prêmio reconheceu nomes importantes do teatro brasileiro – as atrizes Fernanda Montenegro, Aracy Balabanian e Eliane Giardini estão entre eles, ao lado de Juca de Oliveira, Stênio Garcia e tantos outros.

No entanto, em meados dos anos 1980, o evento foi interrompido.

Retomado pela Secretaria de Estado da Cultura em 2010, o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura ressurgiu com um novo formato. Agregou novas categorias e passou a reconhecer o trabalho de profissionais atuantes em várias outras linguagens artísticas, como dança, cinema, artes visuais, circo e música. Também adotou a participação popular por meio de uma votação na internet.

Desde 2011, o Prêmio escolhe um Destaque Cultural, indicado por toda a sua trajetória. O crítico literário Antonio Candido foi o premiado em 2012 e a artista plástica Tomie Ohtake, em 2013.

Na presente edição, foi criada a modalidade Arte para Crianças. A modalidade Inclusão Cultural ganhou a denominação Territórios Culturais; já o Mecenato deixou de ter uma categoria própria.